Parvovirose é uma doença viral muito contagiosa que ataca o intestino e as defesas do cachorro. O risco maior é para filhotes que ainda não terminaram a vacinação. Os sinais clássicos são vômito, diarreia com sangue (quase sempre com um cheiro muito forte), falta de apetite e prostração. Se o seu cachorro está assim, é emergência: leve ao veterinário hoje, não deixe para amanhã. Quanto mais cedo o tratamento começa, maior a chance de recuperação.
Aqui embaixo, o time da Petbee explica o que é a doença, como ela passa de um cão para outro, como é o tratamento e o que dá pra fazer para proteger seu pet.
O que é a parvovirose
Quem causa a doença é o parvovírus canino tipo 2 (CPV-2). Ele destrói células que se multiplicam rápido, principalmente as que revestem o intestino e as da medula óssea, onde são produzidas as células de defesa. O resultado: o cachorro perde muito líquido, absorve mal os nutrientes e fica exposto a bactérias que escapam do intestino para o sangue.
Filhotes entre 6 semanas e 6 meses são os mais atingidos. Cão adulto sem vacina também pode adoecer. E não, a doença não passa para pessoas.
Sintomas da parvovirose canina
Os sinais aparecem, em geral, de 3 a 7 dias depois do contato com o vírus. E pioram rápido. Fique de olho em:
Prostração: o filhote fica quieto, desanimado, sem vontade de brincar;
Falta de apetite e recusa de água;
Vômitos repetidos, às vezes com espuma;
Diarreia, que pode ser líquida, escura ou com sangue, com um odor bem característico;
Febre ou, nos casos graves, temperatura abaixo do normal;
Desidratação: gengiva seca, olhos fundos, pele que demora a voltar quando você puxa;
Dor abdominal: o cachorro se encolhe ou reclama quando é pego no colo.
Vômito e diarreia podem ter muitas causas: verminose, giárdia, intoxicação, um objeto engolido. O artigo sobre cachorro vomitando ajuda a entender os tipos. Só que, em filhote com vacinação incompleta, vômito somado a diarreia com sangue e prostração pede atendimento na hora. Quem fecha o diagnóstico é o veterinário, normalmente com um teste rápido nas fezes e exames de sangue.
Como o cachorro pega parvovirose
O cão doente elimina o vírus em enorme quantidade nas fezes. E esse vírus é resistente: aguenta meses no ambiente, seja no chão, na grama, na terra ou em objetos. O contágio acontece quando o cachorro:
Cheira ou lambe fezes contaminadas na rua, em praças ou canis;
Usa potes, brinquedos ou caminhas que tiveram contato com material contaminado;
É tocado por mãos que mexeram em algo contaminado;
Tem contato com o vírus que chegou em casa no sapato, na roda do carrinho ou na roupa.
Ou seja: filhote que nunca pisou na rua também pode se contaminar.
Tratamento: internação e suporte
Não existe remédio que mate o parvovírus. O tratamento é de suporte, que significa manter o cachorro vivo e estável enquanto o próprio organismo vence o vírus. Isso costuma levar alguns dias. Em geral, envolve:
Internação em isolamento, para proteger outros animais;
Soro na veia para corrigir a desidratação e repor os sais minerais;
Medicamentos contra vômito e dor;
Antibióticos para evitar infecções secundárias;
Suporte nutricional e controle da glicose;
Em casos graves, transfusão de plasma ou sangue.
Com atendimento cedo, a maioria dos filhotes se recupera. Sem tratamento, o risco de morte é alto. Então nada de soro caseiro ou remédio por conta própria em casa: isso só atrasa o cuidado que de fato salva.
Emergência e internação: o peso no bolso
Parvovirose quase sempre significa vários dias internado. E uma internação passa fácil de R$ 2.000, um gasto que chega de surpresa e de uma vez.
No plano de saúde pet da Petbee, o internamento (clínico, semi-intensivo ou infeccioso) está nos quatro planos, com carência de 120 dias a partir da adesão. A coparticipação funciona por franquia: a primeira diária do ano não tem custo no Basic, e as duas primeiras não têm custo no Plus, Premium e Sênior. Depois disso, o tutor paga um valor fixo por diária, com limite de 3 (Basic) ou 5 diárias (demais planos) a cada 30 dias. Os detalhes estão na página de cobertura. Um ponto importante: o plano deve ser contratado com o pet saudável. Doença que o pet já tem conta como preexistente e tem carência maior.
Como limpar a casa depois da parvovirose
A maioria dos produtos de limpeza comuns não dá conta desse vírus. Para diminuir o risco para outros cães:
Recolha fezes e vômitos com luvas e jogue fora em saco fechado;
Lave as superfícies com água e sabão para tirar a sujeira visível;
Aplique água sanitária diluída (mais ou menos 1 parte para 30 de água) e deixe agir pelo menos 10 minutos antes de enxaguar;
Lave caminhas, panos e roupas em água quente. O que não der para desinfetar, descarte;
Desinfete potes, brinquedos e caixas de transporte;
Não traga um filhote novo e não vacinado para o mesmo ambiente por vários meses. O prazo seguro, combine com o veterinário.
Quintal de terra ou grama é difícil de desinfetar por completo. Mais um motivo para não deixar a vacina para depois.
Como prevenir: a vacina é a principal proteção
Quem previne a parvovirose é a vacina múltipla (V8 ou V10). A WSAVA recomenda começar o protocolo entre 6 e 8 semanas de vida, com doses a cada 2 a 4 semanas até pelo menos 16 semanas, e reforço depois, conforme o veterinário orientar. Os anticorpos que o filhote recebe da mãe podem atrapalhar as primeiras doses. Por isso, só o esquema completo protege de verdade.
No nosso guia sobre a vacina múltipla para cães você vê todas as doenças que ela previne. Enquanto o protocolo não termina:
Evite passeios em praças, calçadas e lugares com muitos cães;
Não deixe o filhote cheirar fezes de outros animais;
Tire os sapatos ao entrar em casa e lave as mãos depois de mexer com outros cães;
Leve ao veterinário no primeiro sinal de vômito, diarreia ou desânimo.
Resumo para o tutor
Parvovirose é grave e se espalha fácil, mas dá pra evitar. Vacina em dia, cuidado com o ambiente e pressa para buscar atendimento diante de vômito e diarreia com sangue mudam o desfecho. E para a emergência não pegar você desprevenido, conheça o plano de saúde pet da Petbee e escolha a proteção certa para o seu cachorro desde filhote.

