A leishmaniose canina é causada por um protozoário, o Leishmania infantum, e chega ao cachorro principalmente pela picada do mosquito-palha (também conhecido como birigui ou tatuquira). É uma doença crônica, mas tem controle com tratamento acompanhado pelo veterinário, e o diagnóstico sai de um exame de sangue. Reparou em feridas, perda de peso ou unhas compridas demais no seu cão? Marca a consulta. Quanto mais cedo vier o diagnóstico, melhor ele vai viver.
Aqui o time da Petbee explica como a doença se manifesta e como evitar que ela chegue até o seu cachorro. Também conta por que nenhuma decisão de tratamento deve ser tomada sem o veterinário.
Como o cachorro pega leishmaniose
Brincar com outro cachorro ou dividir o pote de ração não passa leishmaniose. O caminho é o mosquito:
A fêmea do mosquito-palha pica um animal infectado e ingere o protozoário.
Na próxima picada, num cão saudável, ela transmite o parasita.
O mosquito é pequeno, clarinho, voa baixo e fica mais ativo ao entardecer e à noite.
Ele se reproduz onde tem matéria orgânica acumulada: folhas, frutas caídas, fezes de animais e restos de poda.
A doença aparece em várias regiões do Brasil, com registros inclusive no Paraná. E é uma zoonose: gente também pode ter leishmaniose visceral, o calazar. Só que a pessoa se infecta pela picada do mosquito, e não pelo contato com o cachorro. Combater o mosquito, então, protege a casa toda.
Se você quer entender melhor outros parasitas que transmitem doença, dá uma olhada no nosso guia sobre carrapatos em cães: riscos, prevenção e tratamento.
Sintomas de leishmaniose em cachorro
Muito cão infectado passa meses, às vezes anos, sem sintoma nenhum. Quando os sinais aparecem, uns ficam na pele e outros no corpo.
Sinais na pele
Queda de pelo, principalmente em volta dos olhos (aquele aspecto de "óculos")
Descamação parecida com caspa
Feridas que custam a cicatrizar nas pontas das orelhas, no focinho e nas articulações
Unhas crescendo de forma exagerada e curvada, a chamada onicogrifose
Sinais no corpo
Emagrecimento mesmo comendo normalmente
Cansaço, desânimo e menos vontade de brincar
Ínguas (linfonodos) aumentadas
Sangramento pelo nariz
Olhos irritados ou com secreção
Mais sede e mais xixi, o que pode indicar que os rins foram afetados
Boa parte disso se confunde com sarna ou alergia. Quem separa uma coisa da outra é o veterinário.
Como é feito o diagnóstico
Tudo começa na consulta. O veterinário examina o cão e pergunta sobre a rotina dele: onde mora, se viajou, se anda perto de mata. Depois disso, pode pedir:
Teste rápido com uma amostra de sangue
Sorologia (como o ELISA) pra confirmar o resultado
PCR ou análise de material de linfonodo ou medula, em alguns casos
Hemograma, exames de função renal e de urina, pra ver como o organismo está
Como o cachorro pode estar infectado sem mostrar nada, check-up periódico faz diferença em região onde a doença circula. Tem mais sobre isso em exames de rotina em pets: quando e por quê fazer.
Os exames costumam ser a primeira conta que chega, e consulta com exames em horário comercial passa fácil de R$ 600. Ter um plano de saúde pet ajuda a não empurrar essa investigação pra depois. Na Petbee, o teste rápido de leishmaniose está no Premium e no Sênior, incluso, sem custo por uso, com 90 dias de carência. Você confere o que cada plano cobre na página de cobertura e pode conhecer o plano de saúde pet da Petbee sem pressa.
Tem tratamento?
Tem. Em geral o parasita não some de vez do organismo, mas o tratamento controla a doença, baixa a carga de parasitas e devolve qualidade de vida ao cão. Costuma incluir:
Medicamento específico autorizado no Brasil para uso em cães
Remédios que mantêm o parasita sob controle por longos períodos
Cuidados com rins, pele e olhos, conforme o caso
Exames periódicos pra acompanhar a resposta e pegar recaídas
O acompanhamento é pra vida toda. E tratar não substitui prevenir: o cão em tratamento segue usando coleira ou repelente, senão vira fonte de parasita pro mosquito.
Por que a conduta segue o veterinário
A leishmaniose está sob vigilância em saúde pública e tem regras próprias de diagnóstico e tratamento. Dar remédio por conta própria pode esconder sintomas e criar resistência no parasita. Pior: pode colocar a saúde do cão em risco. Dose, tempo de tratamento, exames de controle e eventuais notificações ficam com o veterinário.
Como prevenir
Prevenir funciona melhor quando você junta várias medidas:
Coleira repelente ou repelente tópico indicado pelo veterinário, trocados no prazo certo.
Evitar passeios ao entardecer e à noite em áreas de risco.
Telas finas nas janelas e no canil.
Quintal limpo: recolher folhas, frutas caídas e fezes com frequência.
Vacina, só se o veterinário indicar e houver disponibilidade: ele avalia se faz sentido pro seu cão e pra sua região.
Resumo para o tutor
Leishmaniose canina é coisa séria, mas dá pra conviver com ela. Fica de olho na pele, no peso e nas unhas do seu cachorro, faz os exames quando o veterinário pedir e não deixa a proteção contra o mosquito vencer. Se quiser apoio nesse cuidado que não acaba, veja como funciona o plano de saúde pet da Petbee 🐶

