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Dois tutores acariciando golden retriever sentado entre eles no sofá
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Guarda compartilhada de pets: o que muda agora

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17 de abril de 2026

O amor pelo pet não termina com a separação

Quem já viu um casal se separar sabe que a briga pelo cachorro ou pelo gato pode ser tão intensa quanto qualquer outra disputa. Faz sentido: pra muita gente, o pet é a parte mais honesta da família. E perder o contato com ele dói de verdade.

O Brasil reconheceu isso legalmente. A nova lei de guarda compartilhada de animais de estimação, sancionada recentemente, traz segurança jurídica pra situações que antes dependiam de boa vontade — ou de um processo longo e desgastante.

Aqui a gente explica o que mudou, o que isso significa na prática e como proteger o bem-estar do seu pet durante essa transição.


O que diz a nova lei?

A lei altera o Código Civil para reconhecer que animais domésticos não são bens materiais, mas seres sencientes — capazes de sentir dor, alegria e sofrimento emocional.

Na dissolução de uma união estável ou divórcio, os juízes passam a poder determinar:

  • Guarda unilateral: o pet fica com um dos tutores

  • Guarda compartilhada: os dois dividem os cuidados, com visitas e responsabilidades definidas

  • Visitas regulamentadas: mesmo sem guarda compartilhada, o tutor que não ficou com o animal pode ter direito a visitas

O critério central é o bem-estar do animal, não os interesses dos humanos envolvidos. Isso é uma virada real de perspectiva.


Como funciona na prática?

Imagine que João e Maria têm um golden retriever chamado Pipoca. Após a separação, os dois querem continuar presentes na vida do cão. Com a nova lei, eles podem formalizar um acordo que estabeleça:

  • Pipoca fica durante a semana com Maria e os fins de semana com João

  • As despesas veterinárias são divididas igualmente

  • Em caso de emergência, os dois devem ser comunicados

Se não houver acordo, o juiz determina o arranjo mais adequado — e pode ouvir profissionais de saúde animal quando necessário.


O que muda para a saúde do pet?

Mudanças de rotina pesam bastante pra cães e gatos. Novo ambiente, cheiros desconhecidos, ausência de alguém que o animal sente falta — tudo isso pode desencadear:

  • Ansiedade de separação

  • Alterações no apetite e no sono

  • Comportamentos destrutivos

  • Queda de imunidade

Vou ser direto: a maioria dos tutores subestima o impacto emocional da separação no pet. O animal não entende o que aconteceu, só sente que a rotina quebrou.

Quatro coisas que ajudam de verdade:

  1. Mantenha os horários: alimentação, passeio, hora de dormir. A rotina é o que ancora o animal quando o ambiente muda.

  2. Leve os itens de conforto: a caminha, o brinquedo favorito, um pano com o cheiro do tutor ausente. Parece pouco, mas faz diferença.

  3. Avise o veterinário: informe sobre a mudança pra que ele possa monitorar sinais de estresse nas próximas consultas.

  4. Não interrompa tratamentos: vacinas, vermifugação, medicamentos contínuos — isso não pode ficar em segundo plano durante a transição.

E um ponto que ninguém fala abertamente: não use a hora da troca pra resolver conflito com o ex-tutor. O animal percebe a tensão, e isso afeta diretamente o bem-estar dele.


E as despesas veterinárias, quem paga?

Essa é a parte mais esquecida dos acordos de guarda. A lei abre espaço pra divisão de custos com saúde animal, mas isso precisa estar explícito no documento. Combinado verbal não vale nada quando a conta da cirurgia chega.

Algumas situações que devem estar previstas no acordo:

  • Consultas de rotina e vacinas

  • Tratamentos de doenças crônicas

  • Cirurgias e internações de emergência

  • Plano de saúde pet

Sobre o plano: ter uma cobertura ativa é uma forma prática de garantir que o pet seja atendido independentemente do momento financeiro de cada tutor. Consultas e procedimentos cobertos não ficam reféns de quem está com o animal naquele mês ou de qual conta vai pagar.


Antes de assinar qualquer acordo, pense no pet

A lei resolve a parte jurídica. O que determina a qualidade de vida do animal é o quanto os tutores conseguem colocar o bem-estar dele acima do conflito pessoal — e isso não tem legislação que force.

Se você está passando por uma separação e tem um pet:

  • Tente mediação antes de judicializar. É mais rápido, menos caro e menos traumático pra todo mundo.

  • Consulte um veterinário comportamental se o animal apresentar sinais de estresse. Isso não é frescura, é diagnóstico.

  • Garanta continuidade nos cuidados, seja com plano de saúde ou com divisão clara de custos no acordo.


A nova lei é um avanço real. O direito brasileiro levou tempo pra chegar aqui, mas chegou. O Pipoca, a Mel e o Mingau — e todos os outros que vivem nesse meio-tempo entre duas casas — merecem que os adultos ao redor deles estejam à altura disso. 🐾

Perguntas frequentes

A nova lei de guarda de pets vale pra quem não é casado?

Sim. A lei cobre tanto divórcio quanto dissolução de união estável. Se o casal vivia junto e tinha um pet, a guarda pode ser regulamentada da mesma forma.

Quem decide quem fica com o pet na separação?

O juiz decide com base no bem-estar do animal, não no interesse dos tutores. Se houver acordo entre as partes, ele pode ser homologado sem precisar ir a julgamento.

Pet pode ter ansiedade depois que os donos se separam?

Sim. Mudança de rotina, ambiente novo e ausência de alguém próximo podem causar ansiedade, alteração no apetite e comportamentos destrutivos. Vale avisar o veterinário sobre a mudança.

Como dividir as despesas veterinárias no acordo de guarda?

Tudo precisa estar escrito: vacinas, consultas, doenças crônicas, emergências e plano de saúde. Combinado verbal não tem validade legal quando a conta chega.

O que levar pro pet quando ele vai morar em outra casa?

Leve a caminha, o brinquedo favorito e um pano com o cheiro do tutor que ficou pra trás. Manter os horários de alimentação e passeio também ajuda bastante na adaptação.

Plano de saúde pet ajuda em casos de guarda compartilhada?

Muito. Com cobertura ativa, o pet é atendido independentemente de qual tutor está com ele ou de qual conta vai pagar naquele mês. Evita briga e garante continuidade no cuidado.

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