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Tutora acariciando cão marrom deitado e letárgico no sofá
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Cachorro com febre: sinais, causas e o que fazer

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Petbee

09 de junho de 2026

Cachorro com febre: sinais, causas e o que fazer

Quando o seu cão está cabisbaixo, recusando a ração e com o corpinho quente ao toque, o coração aperta. Febre em cão é sinal de que o organismo está brigando com alguma coisa, e reconhecer isso cedo faz diferença.


O que é febre em cães?

A temperatura normal de um cão fica entre 38°C e 39,2°C. Acima de 39,5°C já é febre. Acima de 40,5°C, é emergência, sem exagero.

Uma coisa que confunde muito tutor: febre não é a mesma coisa que golpe de calor. No golpe de calor, a temperatura sobe porque o corpo absorveu calor externo demais, não porque o sistema imunológico ativou. A causa é diferente, o tratamento também.


Como identificar se o seu cachorro está com febre

O único jeito confiável de confirmar febre é o termômetro. Aquela história de "focinho seco = febre" é mito, sem respaldo veterinário nenhum.

Como medir a temperatura em casa

Use termômetro digital retal. O processo é simples:

  1. Lubrifique a ponta com vaselina ou óleo de bebê.

  2. Insira com cuidado cerca de 2,5 cm no reto do animal.

  3. Aguarde o bipe e anote o valor.

  4. Higienize o termômetro depois.

Se você não se sentir seguro pra fazer isso, tudo bem. Vai ao veterinário que ele mede lá.

Comportamentos que pedem atenção

Sem termômetro em mãos, esses sinais indicam que algo pode estar errado:

  • Apatia e letargia: o cão que não larga você agora não quer nem levantar da cama

  • Perda de apetite sem motivo aparente

  • Tremores ou calafrios

  • Olhos vermelhos ou com secreção

  • Respiração acelerada mesmo em repouso

  • Vômito ou diarreia junto com os outros sinais

Nenhum desses sintomas isolado confirma febre, mas dois ou mais juntos já são motivo pra medir a temperatura.


Principais causas de febre em cães

Infecções bacterianas e virais

Doenças como cinomose, leptospirose e parvovirose costumam causar febre alta, especialmente em filhotes não vacinados. Infecções de pele, ouvido e trato urinário também entram nessa lista.

Doenças autoimunes e inflamações

O sistema imunológico pode se superativar sem agente externo identificável. Isso tem nome: febre de origem desconhecida (FOD). Diagnóstico mais trabalhoso, mas existe tratamento.

Ingestão de substâncias tóxicas

Uva, xilitol, cebola e alguns medicamentos humanos podem provocar reações que elevam a temperatura corporal. Se você suspeitar que o cão comeu alguma dessas coisas, não espera aparecer febre pra agir.

Reação pós-vacinal

Uma febre leve (até 39,5°C) nas primeiras 24 a 48 horas após vacinação é esperada e faz parte da resposta imune normal. Se passar disso ou durar mais de dois dias, aí vale ligar pro veterinário.

Golpe de calor

Não é tecnicamente febre infecciosa, mas a temperatura sobe rápido e é perigoso. Cão preso em carro, sem sombra ou sem água no verão: situação de emergência imediata.


O que fazer quando você suspeita de febre

Mede a temperatura primeiro. Com o número em mãos, fica mais fácil descrever o que tá acontecendo quando você ligar pro veterinário.

Ofereça água fresca e mantenha o ambiente arejado. Sem drama, sem remedinho por conta própria.

Ligue pro veterinário e descreva tudo com calma: quando os sintomas começaram, se o cão comeu, se vacinou recentemente, qual foi a temperatura medida.

Se a temperatura estiver acima de 40°C, não espera consulta marcada. Vai direto ao pronto-atendimento.

O que não fazer (e vale repetir)

Não dê paracetamol, dipirona nem ibuprofeno. Esses medicamentos são tóxicos pra cães e podem causar insuficiência renal ou hepática, mesmo em doses pequenas. Sem exceção.

Banho gelado também não. Mudança brusca de temperatura pode provocar choque.


Quando ir direto ao veterinário?

Procure atendimento imediato se o seu cão tiver:

  • Febre acima de 40°C

  • Febre há mais de 24 horas

  • Convulsões ou dificuldade pra respirar

  • Sangramento ou manchas na pele

  • Vômitos e diarreia intensos junto com a febre

  • Incapacidade de se levantar

Nesses casos, não tem "vou ver como ele fica amanhã". Vai agora.


Prevenção

Vacinas em dia cortam boa parte do risco de doenças que causam febre, especialmente cinomose, leptospirose e parvovirose. Consultas preventivas regulares permitem pegar alterações antes que virem problema sério.

Um plano de saúde pet ajuda bastante aqui: quando a consulta não pesa no bolso, a gente não adia o cuidado.

Você é quem passa o dia inteiro com o seu cão. Quando algo tá diferente, você percebe antes de qualquer um. Confie nisso e não hesite em buscar ajuda veterinária. 🐾

Perguntas frequentes

Como saber se meu cachorro está com febre sem termômetro?

Sem termômetro, observe sinais como apatia, perda de apetite, tremores, olhos avermelhados e respiração acelerada. Mas atenção: o focinho quente ou seco não confirma febre. Só o termômetro retal dá a medição correta.

Qual a temperatura normal de um cachorro?

A temperatura normal de um cão varia entre 38°C e 39,2°C. Acima de 39,5°C já é considerado febre. Valores acima de 40,5°C são emergência e exigem atendimento veterinário imediato.

Posso dar dipirona ou paracetamol para cachorro com febre?

Não. Medicamentos humanos como dipirona, paracetamol e ibuprofeno são tóxicos para cães e podem causar insuficiência renal ou hepática. Nunca medique seu pet sem orientação veterinária.

Febre depois de vacina em cachorro é normal?

Sim, uma febre leve (até 39,5°C) nas primeiras 24 a 48 horas após a vacinação é comum e esperada. Se a febre for alta, persistente ou vier acompanhada de outros sintomas, consulte o veterinário.

O que causa febre em cachorro?

As causas mais comuns são infecções virais ou bacterianas (como cinomose e leptospirose), inflamações, ingestão de substâncias tóxicas, reações vacinais e golpe de calor. O veterinário é quem identifica a causa correta.

Quanto tempo a febre em cachorro pode durar?

Febre que dura mais de 24 horas requer avaliação veterinária. Não espere o quadro se agravar: febre persistente pode indicar infecção ou doença que precisa de tratamento específico.

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