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Hérnia umbilical em cachorro: sintomas, tratamento e quando se preocupar

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João Vendruscolo

13 de maio de 2021

Descobrir uma saliência no umbigo do seu cachorro pode dar um frio na barriga — mas calma. Na maioria dos casos, a hérnia umbilical é uma condição benigna e tratável. Neste guia, você vai entender o que é, como reconhecer os sinais de alerta e, principalmente, quando é urgente levar ao veterinário e quando pode aguardar.


Cachorro tem umbigo? Entenda a relação com hérnia umbilical

Sim, cachorros têm umbigo. Nos mamíferos, o umbigo é o ponto onde o cordão umbilical conectava o filhote à placenta durante a gestação. Após o parto, o cordão é rompido — pela mãe ou pelo veterinário — e a região cicatriza, deixando uma pequena marca na barriga do cachorro.

Essa cicatriz normalmente é quase imperceptível. Mas quando a parede muscular ao redor do umbigo não fecha completamente, cria-se uma abertura — e é aí que surge a hérnia umbilical: um bulto macio na barriga, bem no umbigo do seu cachorro.

Se você percebeu que o umbigo do seu cachorro está saliente ou com uma saliência que não estava antes, pode ser exatamente isso.

O que é hérnia umbilical em cachorro? Qual a causa?

A hérnia umbilical em cachorro é uma abertura na parede abdominal na região do umbigo que permite que gordura — ou, em casos mais sérios, órgãos internos — se projete para fora.

Existem três tipos de origem:

  • Genética / hereditária: mais comum em raças como Shih-tzu, Maltês e Basenji

  • Congênita: ocorre durante o parto, especialmente quando a mãe rompe o cordão de forma inadequada

  • Adquirida: resultado de trauma ou acidente que danifica a região umbilical

Sinais de que o seu cachorro pode estar com hérnia no umbigo

Os principais sinais são:

  • Saliência arredondada e macia na altura do umbigo

  • Crescimento progressivo do bulto com o tempo

  • Calor localizado ao toque

  • Dor à palpação

Em casos graves (com estrangulamento de órgão), podem aparecer:

🔴 Quando ir ao veterinário agora: saliência rígida, quente, avermelhada, ou cachorro com vômito e dor à palpação — não espere. Isso pode indicar estrangulamento, uma emergência cirúrgica.

Qual a gravidade?

Maioria dos casos: baixa a média. Hérnias pequenas e redutíveis (onde o conteúdo volta ao lugar com compressão suave) geralmente contêm apenas gordura e podem ser acompanhadas com monitoramento regular pelo veterinário.

Casos sérios: hérnias grandes ou irredutíveis — quando o conteúdo não volta ao lugar — exigem atenção. O risco maior é o estrangulamento, quando órgãos como o intestino ficam presos e perdem o fluxo de sangue. Nesses casos a cirurgia é urgente.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito por palpação na consulta veterinária. Em casos duvidosos, ultrassom abdominal confirma o conteúdo da hérnia.

O tratamento depende do tipo:

  • Hérnia pequena e assintomática em filhote: acompanhamento. Muitas fecham espontaneamente nos primeiros meses de vida.

  • Hérnia grande ou crescente: correção cirúrgica (herniorrafia) planejada — frequentemente aproveitando o momento da castração para reduzir o número de procedimentos.

  • Emergência (estrangulamento): cirurgia imediata. Situação semelhante a outras emergências abdominais como a pancreatite em cães — cada hora conta.

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Se for um caso cirúrgico, quanto pode custar?

Uma herniorrafia em cão de porte médio custa em torno de R$ 800 a R$ 1.500 dependendo da clínica e da cidade. Quando feita junto à castração, algumas clínicas oferecem condições diferenciadas — consulte seu veterinário para orçamento atualizado.

Recomendações e prevenção

  • Filhotes de raças predispostas: solicite avaliação da região umbilical na primeira consulta veterinária

  • Após o parto: observe a cicatriz umbilical nos primeiros dias — qualquer saliência que não desapareça em 2-3 semanas merece avaliação

  • Casos genéticos: não há prevenção. Evite reprodução de animais com histórico hereditário da condição

  • Nunca tente reduzir manualmente: não empurre a saliência para dentro sem orientação veterinária

Resumo rápido — perguntas frequentes

Cachorro tem umbigo?

Sim. É uma pequena cicatriz na barriga, onde o cordão umbilical foi ligado ao nascer.

Umbigo de cachorro sempre tem saliência?

Não. A cicatriz normal é quase invisível. Saliência visível ou crescente merece avaliação veterinária.

Hérnia umbilical em cachorro é perigosa?

Na maioria dos casos é benigna e tratável. Fica perigosa se houver estrangulamento — daí a importância de acompanhamento veterinário.

Hérnia umbilical em cachorro fecha sozinha?

Em filhotes, hérnias pequenas às vezes fecham espontaneamente nos primeiros meses. Sempre confirmar com o veterinário.

Qual raça tem mais hérnia umbilical?

Shih-tzu, Maltês e Basenji têm predisposição genética. Mas pode ocorrer em qualquer raça.

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Perguntas frequentes

Como saber se meu cachorro tem hérnia umbilical?

Observe se há uma bolinha redonda na barriga perto do umbigo. Outros sinais são inchaço crescente, calor no local e dor ao toque. Casos graves incluem vômito e falta de apetite.

Hérnia umbilical em cachorro tem cura sem cirurgia?

Hérnias pequenas geralmente não precisam de cirurgia, só acompanhamento veterinário. Casos grandes ou com estrangulamento de órgão exigem cirurgia de emergência chamada herniorrafia.

Quanto custa a cirurgia de hérnia umbilical em cães?

Para um cão de porte médio, o custo gira em torno de R$ 800,00, mas pode variar conforme a clínica, o peso do animal e a gravidade do caso.

Quais raças de cachorro têm mais risco de hérnia umbilical?

Basenji, Shih-tzu, Pequinês, Lhasa Apso, Spitz Alemão e Maltês têm predisposição genética. O Shih-tzu também tem risco maior durante o parto por causa da formação dentária da mãe.

Posso amarrar moeda na barriga do cachorro para tratar hérnia?

Não! Esse método popular não tem eficácia e pode machucar seu pet. O correto é levar ao veterinário para avaliar se precisa de acompanhamento ou cirurgia.

Como é a recuperação de cachorro após cirurgia de hérnia?

O pós-op dura de 2 a 3 semanas com atividade restrita e passeios curtos. Os pontos são retirados em cerca de 14 dias, se a cicatrização estiver boa.

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